O presidente Lula da Silva manteve contatos diplomáticos com 14 chefes de Estado no início de 2026, buscando ampliar o papel do Brasil em temas de paz, segurança e comércio. A iniciativa ocorre em meio a tensões na Venezuela, Gaza e Groenlândia, além de disputas tarifárias envolvendo os EUA.
Entre as conversas, destacam-se: Petro da Colômbia, Carney do Canadá, Sheinbaum do México, Sanchez da Espanha, Montenegro de Portugal, Putin da Rússia, Mulino do Panamá, Erdoğan da Turquia, Modi da Índia, Abbas, Xi Jinping, Trump, Macron e Boric, em datas distribuídas entre 8 e 27 de janeiro. O objetivo é ampliar o diálogo multilateral.
O governo brasileiro afirma defender soberania e direito internacional, buscando manter o multilateralismo diante de pressões externas. Lula planeja encontro com Trump em Washington, previsto para março, para reforçar relação bilateral e uso do direito internacional.
A captura de Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, levou Delcy Rodríguez à liderança interina da Venezuela. Maduro e esposa foram levados a um navio militar e depois aos EUA, onde respondem a acusações. A crise venezuelana gerou forte repercussão internacional e críticas à ação militar.
Trump lançou o chamado Conselho da Paz durante o Fórum de Davos, com mandato vitalício para o próprio presidente e poder de convidar ou remover países. Cerca de 60 líderes foram convidados, mas Europa se mostrou cautelosa quanto à proposta.
O tema da Groenlândia ganhou contornos de crise após a fala de Trump sobre anexação. O presidente citou a ilha como essencial para a segurança nacional americana e vinculou o interesse ao projeto do Domo de Ouro. Tensões aumentaram com críticas à Dinamarca pela proteção da ilha.
Analistas veem o movimento como parte da estratégia externa de Trump, que combina pressão econômica e retórica agressiva. O objetivo seria ampliar presença militar e superar rivais como China e Rússia no Ártico.
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