Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Piratas saqueiam navio e levam o butim

Washington supervisiona venda de petróleo venezuelano, com recursos depositados no Catar e intermediada pela Trafigura, fortalecendo o controle econômico dos EUA

Balcão de negócios. Genebra não produz uma gota de óleo, mas é o centro das transações da commodity. Por lá passaram os primeiros galões retidos pelos EUA – Imagem: PDVSA e iStockphoto
0:00
Carregando...
0:00

O governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, passa a acompanhar de perto o comércio do petróleo venezuelano, após o sequestro de Nicolás Maduro. A Administração afirma ter interrompido as exportações clandestinas e confiscar recursos, com uso posterior para fins internos. A supervisão é anunciada como prioridade para o povo venezuelano e para a economia norte-americana.

A operação envolve a Guarda e autoridades federais, com o governo estadunidense definindo a estrutura de venda e a destinação dos recursos. A primeira venda, segundo relatos apoiados por fontes do setor, teria rendido cerca de 500 milhões de dólares, depositados em contas controladas pelo Catar.

Trafigura no centro das ações

Para a comercialização do petróleo, a Trafigura, trading com base em Genebra, foi escolhida para intermediar as transações. A empresa suíça atua mesmo sem possuir petróleo em estoque, atuando como facilitadora logística e de marketing, conforme comunicado de 9 de janeiro.

A companhia é associada a um pagamento de propina em casos anteriores. Em 2025, a Trafigura enfrentou condenação no Supremo da Suíça por suborno ligado a contratos envolvendo o mercado de Angola. A decisão incluiu multa elevada e prisão de executivos.

Histórico e implicações

A Trafigura já havia fechado acordos com autoridades brasileiras após investigações da Operação Lava Jato, reconhecendo pagamentos de propina entre 2003 e 2014. Em 2023-2024, a empresa também enfrentou ações judiciais nos EUA, relacionadas a casos de corrupção.

A partir de janeiro, o carregamento de petróleo venezuelano que partiu de Anzoátegui teve como destino a Louisiana, marcando um retorno operacional às refinarias americanas. O governo diz que a medida é para apoiar a moeda venezuelana e a estabilidade econômica local.

Outros destinos e estratégias

Além dos EUA, há negociações de petróleo venezuelano com a China e a Índia, com primeiras entregas previstas para março. Executivos da Trafigura indicaram, em entrevistas, que o mercado venezuelano desperta interesse de várias ligas globais devido a cenários geopolíticos.

A gestão dos recursos é descrita como centralizada pelo governo norte-americano, com restrições a uso de dividendos para quitar dívidas venezuelanas, conforme posição oficial divulgada após a operação. A medida envolve também a proteção de ativos estrangeiros nacionalizados.

Reações políticas e institucionais

Entre parlamentares, surgem perguntas sobre transparência e possíveis ganhos financeiros de um círculo próximo ao governo. Alguns democratas pedem informações sobre interesses de funcionários, enquanto alguns republicanos criticam o uso de recursos não aprovados pelo Congresso.

A Casa Branca rebate acusações, destacando ações contra o narcoterrorismo venezuelano e enfatizando metas de segurança nacional. Enquanto isso, integradores do setor pedem clareza sobre garantias de investimento e condições de segurança para operações no país caribenho.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais