Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, anunciou a criação de um Plano de Defesa da Nação com prazo de 100 dias para sua elaboração e apresentação. A iniciativa visa reorganizar a segurança nacional de forma integrada entre civil, militar e polícia.
O anúncio aconteceu durante ato em que a dirigente foi reconhecida como comandante-chefe da FANB. A fala ocorreu semanas após uma operação norte-americana que resultou na captura de Nicolás Maduro e de Cilia Flores, segundo informações apresentadas pela defesa venezuelana.
A presidente interina ressaltou que a Venezuela enfrenta pressões externas e citou a busca por soberania frente a potências que tentariam subjugar o país. O objetivo é um sistema defensivo com diretrizes claras e atuação conjunta entre as esferas civil, militar e policial.
Estrutura do gabinete de defesa e tecnologia
Delcy Rodríguez informou a criação de um gabinete nacional para a defesa e a segurança cibernética, vinculado ao Conselho de Vice-Presidentes. À frente ficará a professora Gabriela Jiménez, ministra da Ciência e Tecnologia, responsável por coordenar capacidades tecnológicas aplicadas à defesa.
Ela pediu aos cientistas e aos especialistas em tecnologia que se unam ao Conselho Científico Militar para fortalecer o espaço cibernético venezuelano e defender o território digital do país.
A dirigente afirmou que o diálogo político é possível por meio do programa de coexistência democrática, desde que haja respeito à lei. Também deixou clara a posição contra ações de extremismo com apoio internacional, afirmando que haverá lei e justiça.
Rodríguez manteve a mensagem de abertura ao entendimento, reafirmando que o país está disposto ao diálogo, mas que não tolerará novas agressões. A presidente interina reiterou o compromisso com a legalidade e o respeito à Constituição. Ela também pediu a libertação de Maduro e de Cilia Flores.
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