O grupo de vítimas de ataques terroristas moveu uma ação civil nos EUA contra a British American Tobacco, citando danos não especificados. A acusações envolvem uma joint venture com uma empresa norte-coreana para fabricar cigarros no país. A ação alega que a BAT financiou, de forma ilícita, armas utilizadas contra americanos.
A denúncia sustenta que, mesmo com avisos públicos sobre o financiamento do terrorismo por parte de Pyongyang, a BAT manteve operações na Coreia do Norte. A prática continuou por meio de uma subsidiária, apesar de promessas de encerrar atividades em 2007.
Segundo a justiça dos EUA, a BAT realizou cerca de 418 milhões de dólares em transações bancárias relacionadas ao empreendimento. Tais recursos teriam contribuído para o programa de armas da Coreia do Norte, segundo alega a ação.
Envolvidos e contexto
A ação envolve centenas de membros das Forças Armadas dos EUA, civis e familiares, que buscam indenização com base numa lei federal que permite processar terceiros que supostamente auxiliaram ou conspiraram para apoiar atos terroristas.
A BAT, em 2023, firmou um acordo de não persecução diferida e, junto à subsidiária, concordou em pagar 629 milhões de dólares em multas por violar sanções e fraudes bancárias. A empresa reconheceu falhas históricas em seus padrões de compliance.
Alegações e desdobramentos
Os advogados dos demandantes afirmam haver relação direta entre a operação clandestina na Coreia do Norte e os armamentos usados em ataques no Iraque e na região de Kurdistão. A denúncia sustenta que diversos ataques ocorreram entre 2020 e 2022, resultando em mortes e ferimentos.
Representantes das vítimas destacam que o caso busca justiça para militares, civis e familiares afetados. A ação foi protocolada na região leste de Virginia, nos EUA, com foco na responsabilização dos réus por danos decorrentes dos ataques.
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