Dois países com arsenais estratégicos confirmam vigência de acordo que limita warheads e lançadores, mas o tratado está prestes a expirar. O New START, o último pacto de controle nuclear entre EUA e Rússia, vence em 5 de fevereiro. A discussão sobre extensão, substituição e impactos segue em aberto.
O acordo foi assinado em 2010 por Obama e Medvedev, em um momento de reaproximação entre as potências. Entrou em vigor no ano seguinte e fixa limites: 1.550 ogivas estratégicas por lado, até 700 mísseis e aeronaves lançadoras e 800 lançadores.
O regime prevê inspeções de curto prazo, feitas in loco, para verificar cumprimento. Em 2023, a Rússia suspendeu a participação devido ao apoio dos EUA à Ucrânia, interrompendo inspeções. Apesar disso, nenhuma das partes acusa a outra de violar os limites de ogivas.
O texto prevê apenas uma extensão, já realizada em 2021, após a posse de Biden. Em setembro, Putin sugeriu um acordo informal para manter os limites por mais um ano; ainda sem resposta formal de Washington.
A possibilidade de aceitar a proposta de Putin divide opiniões nos EUA. Defensores enxergam sinal de compromisso com a não escalada e ganho de tempo, críticos veem motivo para abandonar os limites frente ao crescimento nuclear da China.
A ausência de um novo acordo poderia ampliar a corrida armamentista entre as duas maiores potências, aumentando incertezas em cenários de tensão internacional. Especialistas destacam que tratados não apenas definem números, mas criam transparência para evitar guerras.
Caso não haja substituto, cada lado poderia ampliar lançadores e ogivas, embora mudanças significativas exijam tempo técnico e logístico. Riscos incluem uma escalada descontrolada diante de suspeitas sobre a postura do outro lado.
Para consolidar uma nova solução, seriam necessários acordos que contemplem também armas de alcance intermediário e tecnologias recentes, como mísseis de cruzeiro avançados. Ainda não há consenso sobre quem participaria de eventual negociação trilateral ou multilateral.
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