O governo dos Estados Unidos entrou parcialmente em shutdown após a suspensão de recursos a vários departamentos, neste sábado. O impasse ocorreu no Congresso, que debate novas restrições a agentes federais envolvidos na campanha de deportação em massa ordenada pelo governo de Donald Trump, após as mortes de dois cidadãos.
O bloqueio foi desencadeado pela oposição democrata, que se recusa a votar um projeto de lei que autoriza o funcionamento contínuo do Departamento de Segurança Interna (DHS) sem incluir as mudanças propostas. As mortes de Renee Good, em janeiro, e de Alex Pretti, em Minnesota, acenderam o debate sobre o papel das forças de segurança.
Na sexta-feira, o Senado aprovou um pacote para manter os serviços do governo até setembro, além de uma extensão de duas semanas para o DHS. O texto ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados, que deve se reunir na segunda-feira. A falta de acordo deixou a situação incerta.
O impacto do shutdown ainda não é claro e deve ficar evidente a partir da segunda-feira, primeiro dia útil. Além do DHS, várias pastas — defesa, educação, trabalho, saúde, transporte e moradia — ainda aguardavam aprovações orçamentárias.
O administrador interino do OMB, Russell Vought, orientou as agências a implementarem planos para um desligamento ordenado, caso o Congresso não aprove o orçamento. O objetivo é evitar interrupções abruptas, segundo o memorando divulgado na sexta.
Os democratas defendem que o texto do DHS seja reescrito para restringir atividades de agentes federais, incluindo propostas como uso de câmeras corporais, códigos de conduta e investigações independentes de violações. Eles também sugerem impedir operações de patrulha móvel em locais estratégicos.
As negociações sobre as mudanças devem ocorrer nas próximas duas semanas, em meio a disputas sobre o alcance das novas regras. O conteúdo completo do pacote permanece em discussão entre as duas casas do Congresso.
O desenrolar do funding package ainda é incerto no Congresso controlado pela Câmara pelo grupo republicano, que aprovou medidas adicionais com votações apertadas. A liderança afirma que o objetivo é aprovar o orçamento com o menor atraso possível e manter o funcionamento do governo.
Não houve anúncio de medidas adicionais imediatas para interromper as deportações ou alterar ritmos de atuação de autoridades de imigração. O governo sinaliza disposição de continuar as operações enquanto as negociações avançam.
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