O Japão lançou nesta terça-feira (20) a missão MMX (Martian Moons eXploration), que pretende ser a primeira do mundo a coletar amostras de uma das luas de Marte e trazê-las à Terra. O foguete H3, que transporta a sonda não tripulada da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA), decolou do Centro Espacial de Tanegashima às 4h41 locais (16h41 de segunda-feira, 19, no horário de Brasília). O projeto busca investigar a origem dos satélites marcianos e reunir informações sobre a formação do Sistema Solar.
Com duração prevista de aproximadamente cinco anos, a missão tem como principal destino Fobos, a maior das duas luas de Marte. A expectativa é que a espaçonave chegue às proximidades do planeta em agosto de 2027 e inicie uma série de observações do satélite, analisando sua superfície, composição e estrutura.
+NASA descobre cratera gigante na Lua formada há apenas 2 anos
Fobos possui aproximadamente 22 quilômetros de diâmetro e apresenta uma superfície irregular, marcada por crateras. Uma das principais dúvidas dos cientistas envolve sua formação e a de Deimos, a outra lua marciana.
A operação reúne a participação de agências espaciais dos Estados Unidos e da Europa. Entre os equipamentos transportados está o pequeno veículo robótico Idefix, desenvolvido em parceria pela França e Alemanha. Com aproximadamente 25 quilos, o robô deverá explorar a superfície de Fobos durante cerca de 100 dias, examinando as condições do terreno antes da chegada do módulo de coleta.
+Estrela verde é identificada pela primeira vez e fascina cientistas
A JAXA pretende recolher pelo menos 10 gramas de solo e fragmentos rochosos de Fobos, em duas operações de pouso. Para isso, serão utilizados dois sistemas de coleta: um mecanismo japonês capaz de extrair material abaixo da superfície e outro desenvolvido com participação da NASA, que utiliza jatos de gás pressurizado para capturar partículas do solo.
Segundo a agência americana, a análise dessas amostras poderá fornecer pistas sobre como água e compostos orgânicos foram distribuídos pelo Sistema Solar durante seus primeiros bilhões de anos.
+NASA lança telescópio Roman para criar novo Atlas do Universo
Após a coleta, a missão também deverá realizar observações de Deimos antes de iniciar a viagem de volta, prevista para 2030. A cápsula com o material deverá chegar à Terra em 2031, com pouso planejado na Austrália.
O projeto representa mais uma etapa do programa japonês de exploração espacial, que já conseguiu trazer amostras de asteroides com as missões Hayabusa, em 2010, e Hayabusa2, em 2020.
+Nasa divulga imagem inédita do amanhecer em Marte
(Com informações da AFP)
Entre na conversa da comunidade