Hundreds of Danes se reuniram neste sábado diante da Embaixada dos EUA em Copenhague para apoiar veteranos que se dizem ofendidos por comentários do presidente Donald Trump sobre aliados europeus terem ficado fora das linhas de frente na guerra doAfeganistão.
Os manifestantes, muitos usando medalhas de serviço da OTAN, marcharam em direção à embaixada e leram publicamente os nomes de soldados dinamarqueses mortos no Afeganistão e no Iraque. O ato terminou com um momento de silêncio.
Entre os presentes, o tenente-coronel reformado Niels Christian Koefoed, ex-soldado que atuou no Afeganistão, disse que por trás das bandeiras há indivíduos que serviram. O protesto ocorreu após Trump questionar o papel de aliados da Otan e mencionar Greenland.
Contexto e repercussão
Historicamente, a Dinamarca foi um dos principais parceiros de combate na coalizão liderada pelos EUA, registrando 44 militares dinamarqueses mortos no conflito. A participação do país contrasta com críticas de Trump sobre a contribuição europeia.
Comentários do presidente já tinham gerado descontentamento na Europa, com a primeira-ministra britânica, Keir Starmer, classificando as declarações como provocativas. Trump elogiou tropas britânicas, mas não pediu desculpas nem comentou o papel total dos europeus.
Jesper Larsen, veterano de Afghanistan, afirmou que perdeu um amigo próximo e que as falas de Trump o machucaram, cobrando um pedido de desculpas aos colegas de combate. As declarações geraram reação diplomática e debates sobre a aliança transatlântica.
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