O material divulgado nesta sexta-feira (30) amplia o maior contingente de arquivos do chamado Caso Epstein. Entre os nomes destacam-se Casey Wasserman, 51, CEO de um grupo de mídia e presidente do Comitê Olímpico dos Jogos de 2028, em Los Angeles. Os documentos mostram mensagens com Ghislaine Maxwell, ligada à rede de tráfico liderada por Jeffrey Epstein.
As mensagens, datadas de abril de 2003, circulam quando Wasserman era casado com Laura Ziffren. Em um trecho, ele questiona onde Maxwell está; a resposta cita Nova York e a possibilidade de marcar uma massagem. Em outra passagem, ele menciona desejar vê-la em uma “roupa de couro justa”. Não há provas de conduta criminosa associada a Wasserman.
Além disso, os arquivos revelam que Wasserman e sua então esposa viajaram em jato privado de Epstein em setembro de 2002, acompanhados por Maxwell, Epstein, Bill Clinton e Kevin Spacey, entre outros. A viagem de dez dias tinha como objetivo entender a epidemia de HIV/Aids na África, segundo a Fundação Bill Clinton. Não houve manifestação pública de Wasserman sobre o conteúdo.
Relação com o Giants e declarações
Outro nome presente é Steve Tisch, coproprietário e presidente do New York Giants, produtor de filmes como Forrest Gump. Em mensagens, Epstein oferece mulheres para encontros e discute-as com Tisch, em tom explícito em alguns trechos de 2013. Em conversas distintas, Tisch pergunta sobre uma mulher identificada como “exótica”, recebendo descrições de Epstein.
Também há registros de uma troca de mensagens em que Tisch recebe ingressos para jogos do Giants e Epstein é convidado para visitar a ilha particular do empresário no Caribe. Não há confirmação de que Tisch tenha aceitado tais convites. Em nota divulgada, Tisch disse que a relação foi breve e de conteúdos variados, destacando que nunca aceitou convites ou visitou a ilha.
O Departamento de Justiça afirmou que a divulgação faz parte de um esforço para tornar públicos documentos anteriormente sigilosos. A pasta reiterou que a menção de pessoas não implica, por si só, conduta criminosa. A liberação foi tema de críticas por atraso em relação ao cronograma estipulado pelo Ato de Transparência do Caso Epstein.
Contexto do Caso Epstein
Epstein é alvo de acusações de chefiar uma rede de tráfico sexual envolvendo menores. O caso ganhou notoriedade pela rede de influências que incluía figuras públicas. Epstein morreu na prisão, em 2019, sob a causa declarada de suicídio, após ser preso novamente no mesmo ano.
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