Keir Starmer afirmou que o Reino Unido deve considerar a reentrada nas negociações de um pacto de defesa com a UE, com foco em ampliar o gasto e a capacidade militar. A ideia surge em meio a um momento de incerteza geopolítica e busca por maior cooperação europeia em segurança.
O objetivo é explorar a possibilidade de participação do Reino Unido no fundo Safe, o plano de defesa da UE de 150 bilhões de euros. As tratativas sobre a adesão anterior terminaram em novembro de 2025, após divergências sobre o custo de entrada.
Starmer mencionou a necessidade de a Europa agir com mais eficiência na segurança, enfatizando que o Reino Unido pode contribuir para maior gasto e cooperação. A defesa é tida como prioridade para enfrentar ameaças regionais.
Contexto
A discussão sobre defesa não integra a agenda imediata de encontros com a UE, mas há abertura para novos diálogos. Em Londres, o diplomata Maroš Šefčovič deve chegar para tratar de comércio, energia e pescas, com possibilidade de abordagem sobre cooperação estratégica.
Diversos movimentos recentes alimentam o interesse mútuo. Noruega fechou acordo de 10 bilhões de libras para navios anti-submarinos com participação britânica e o Reino Unido negocia a venda de 20 caças Typhoon para a Turquia.
Starmer destacou a necessidade de ampliar acordos de defesa dentro de um leque que inclua o Safe, além de outras iniciativas para ampliar cooperação na Europa, dentro de um conceito que envolve o bloco e países vizinhos.
Segundo apuração, o Reino Unido entenderia contribuir com uma fração de bilhões de euros para o fundo, caso haja condições aceitáveis. O governo britânico mantém prudência sobre reingresso em alianças comerciais amplas, como a união aduaneira ou o mercado único, mantendo a autonomia de acordos com terceiros.
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