O lançamento de aviões russos em Brasília reacende dúvidas sobre atividades recentes no espaço aéreo da capital. Dois cargueiros e escoltas de alto escalão russas passaram pelo Brasil no início de fevereiro, com voos ligados a missões diplomáticas.
O primeiro avião foi o Ilyushin Il-96-300, matrícula RA-96023, do Esquadrão de Voos Especiais do Kremlin. Ele pousou em Brasília entre 29 e 30 de janeiro, após rota por Casablanca e Dakar. A passagem chamou atenção de funcionários, influenciadores e imprensa local. Dados estão disponíveis no FlightRadar.
A FAB informou que o voo prestava apoio à visita do primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, prevista para maio? ou quinta-feira subsequente, conforme nota do governo. Mishustin enfrenta sanções dos EUA, o que aumenta o interesse externo sobre a operação.
CAN Brasil–Rússia e próximos movimentos
No dia 1º de fevereiro, outro avião russo, o IL-76MD de matrícula RF-78809, chegou a Brasília após escala em Recife. A aeronave, das Forças Aeroespaciais Russas, também veio de Moscou com paradas na África. A operação reforça a agenda diplomática brasileira com a Rússia.
A aeronave passada traz à tona controvérsias anteriores, como o voo de agosto de 2025 da Aviacon Zitotrans, também destinado a Brasília, que ligou objetos a Venezuela e Cuba sem explicação oficial. O episódio alimenta especulações sobre a função dos deslocamentos.
Segundo o AeroIn, mais quatro voos de aeronaves da VKS estão previstos para a primeira semana de fevereiro, com possível uso de Il-76, Il-96 e, em tese, outros modelos diplomáticos. A lista não é confirmada pelas autoridades brasileiras.
Objetivos oficiais e temas da reunião bilateral
O Itamaraty aponta que a CAN Brasil–Rússia busca fortalecer o comércio, ampliar o intercâmbio e diversificar produtos. Também serão debatidos cooperação em energia, agricultura, ciência, tecnologia, inovação e cultura.
A delegação russa contaria com oito ministros, três vice-ministros e dirigentes de agências, sem detalhar nomes. O encontro será conduzido pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, já que Lula estará na Bahia. O objetivo é alinhar posições para BRICS e parcerias estratégicas.
A operação levanta questionamentos sobre transparência e motivos de futuras visitas, mas o governo brasileiro mantém o foco em relações bilaterais e cooperação, sem advogar rupturas com potências estrangeiras.
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