O patrimônio de Sarah Ferguson encerra atividades após novas revelações sobre a relação com Jeffrey Epstein. A Sarah’s Trust, instituição internacional criada pela ex-duquesa de York, afirmou que fechará “por tempo indeterminado” após meses de debate entre a diretoria. A decisão ocorre após a divulgação de novos arquivos que mostram contatos entre Epstein e Ferguson, além de ligações entre Epstein e o ex-príncipe Andrew.
Os novos documentos, liberados pelo Departamento de Justiça dos EUA, somam cerca de 3 milhões de itens e expõem encontros entre Epstein e figuras proeminentes. Entre as informações, há evidências de Ferguson chamando Epstein de “o irmão que sempre desejei ter”. A avaliação interna da fundação enfatiza que a decisão foi tomada em conjunto com o conselho.
Impacto e histórico da fundação
A Sarah’s Trust já apoiou mais de 60 organizações em mais de 20 países, com atuação em educação, saúde e resposta a crises. Durante a pandemia, foram entregues mais de 150 mil itens de ajuda; ações também ocorreram na Ucrânia e em Ghana. A decisão de encerrar as atividades acompanha cortes de patrocínio feitos a Ferguson por outras entidades beneficentes.
A divulgação dos arquivos também traz registros de mensagens entre Ferguson e Epstein, incluindo mensagens em que a ex-duquesa descreve Epstein de forma elogiosa e de amizade próxima. Em emails de 2011, Ferguson sugere que Epstein teria tido um filho, e expressa indignação em relação à relação dele com Andrew.
Contexto institucional
Segundo a declaração da assessoria da fundação, a decisão de encerrar as atividades foi discutida por meses. A equipe reforça que o legado de projetos sociais permanece, e que a organização continuará avaliando implicações legais e institucionais. Também destacam que outras instituições já encerraram vínculos com Ferguson em anos anteriores.
Segundo a assessoria, as ações beneficentes continuaram a ocorrer sob responsabilidade de parceiros e coordenação de redes internacionais, mesmo com o foco de encerramento da Sarah’s Trust. A nota final enfatiza que a organização não pretende emitir mais comentários públicos sobre o assunto.
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