O Ejto de Egito implantou um drone de modelo pesado de fabricação turca em um aeródromo remoto na fronteira sudoeste, elevando o nível de escalada no conflito de Sudão. A informação é baseada em relatos de mais de uma dúzia de oficiais e especialistas da região.
Segundo fontes, o drone é do tipo Bayraktar Akıncı, conhecido por altitude elevada, alcance prolongado e capacidade de transportar diferentes munições. Imagens de satélite mostram a aeronave no pátio de East Oweinat em três momentos distintos.
O aeroporto fica a cerca de 60 km da fronteira com o Sudão, em uma área rural remota que antes era usada para projetos de recuperação de desertos. A presença do equipamento sugere uso logístico e de ataque para proteção de segurança nacional.
As autoridades egípcias não comentaram o assunto. Do outro lado, o Sudão não respondeu aos pedidos de informação. O governo egípcio já reforçou apoio político ao Exército sudanês no conflito contra as Forças de Apoio Rápido RSF.
A mudança de postura de Cairo ocorre após avanços da RSF em Darfur, com a tomada de áreas estratégicas que incluem um triângulo fronteiriço com o Egito e a Líbia. Analistas dizem que isso aproximou o país de intervenções diretas.
Especialistas afirmam que o apoio técnico e logístico de Egito ao Sudão já era comunicado nos últimos meses, mas sem intervenções abertas até 2025. Agora, a presença de aeronaves de alta tecnologia indica uma maior involução do Egito no conflito.
O “Quad” regional, formado por Egito, Arábia Saudita, Emirados Árabes e EUA, continua tentando mediar um cessar-fogo. Fontes diplomáticas destacam que a cooperação entre esses países varia conforme interesses estratégicos na região.
Funcionários egípcios citados anonimamente afirmaram que a circulação de aeronaves e peças no sudeste egípcio tem o objetivo de proteger a fronteira e realizar ações militares quando necessário. Detalhes sobre operações específicas não foram fornecidos.
Analistas lembram que o emprego de drones em áreas fronteiriças amplia o alcance de ataques e aumenta a pressão sobre o RSF, que já acusou ataques aéreos desde 2024. Os números de vítimas permanecem conflitantes entre fontes.
Observadores destacam que o uso de Akıncı por Egito pode influenciar negociações futuras e o equilíbrio de poder na região, especialmente diante da relação entre Cooperação regional, a influência do Irã e as dinâmicas com a Etiópia e a Líbia.
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