O debate sobre a segurança dos Jogos Olímpicos de Inverno Milano Cortina 2026 ganhou destaque, não pelas provas, mas pela presença de equipes de segurança estrangeiras. A ICE dos EUA acompanhará a delegação norte-americana para o evento, segundo confirmação do Departamento de Segurança Interna dos EUA, embora não participe de ações de imigração.
A delegação de segurança norte-americana atuará para avaliar riscos de organizações criminosas transnacionais, em conjunto com a equipe do Departamento de Estado. A Itália fica responsável pela segurança geral do evento, conforme informado pelas autoridades.
A reação na Itália incluiu críticas de autoridades locais, com o prefeito de Milão, Giuseppe Sala, afirmando que agentes da ICE não seriam bem-vindos na cidade. Já o ministro do Interior, Matteo Piantedosi, disse não ter conhecimento sobre a presença, mas não viu problema na medida. O primeiro-ministro Giorgia Meloni ainda não comentou.
Reações e desdobramentos
Centenas de pessoas protestaram no sábado na Piazza XXV Aprile, em Milão, contra a presença da ICE. Cartazes diziam No ICE in Milano e ICE Out Now, demonstrando ceticismo sobre a cooperação entre EUA e autoridades italianas.
A ICE não trabalhará com as forças de segurança italianas, que vão mobilizar mais de 6 mil agentes para o evento. O objetivo é proteger a delegação dos EUA, que inclui o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio, com atuação prevista em trajes formais, não em equipamentos táticos.
Além disso, uma comitiva de segurança do Qatar chegou a Milão no mesmo período, com mais de 100 oficiais, 20 SUVs camufladas e três snowmobiles. A presença qatari foi autorizada por Piantedosi durante acordo firmado em 2024. A missão inclui monitoramento de locais, resposta rápida e medidas preventivas contra riscos.
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