Dmitry Medvedev, alto funcionário do Kremlin, afirma que a Rússia não busca um conflito global. Em declarações para veículos internacionais, ele diz que o mundo está cada vez mais perigoso, mas que Moscou não deseja uma confrontação ampla.
Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança, elogia contatos restabelecidos com Washington e aponta que os interesses russos foram repetidamente ignorados pelo Ocidente. Ele participou de entrevista realizada em residência fora de Moscou.
O político, conhecido por posições conservadoras, afirma que a Rússia não está disposta a ampliar o conflito, mas admite que não se pode excluir a possibilidade de uma escalada. Putin, no entanto, continua como voz final na política do país.
Medvedev descreve o que chama de operação militar especial na Ucrânia como defesa dos interesses nacionais, destacando que a Rússia não pretende aceitar pressões externas. A entrevista ocorreu em meio a tensões com a Organização do Tratado do Atlântico Norte e aliados europeus.
Contexto histórico e relação com Ucrânia e Ocidente
Desde 2014, Moscou atua na região leste da Ucrânia após a anexação da Crimeia e a eclosão de conflitos entre forças pró-Rússia e o governo de Kyiv. A invasão de 2022 elevou o nível de desacordo entre a Rússia e os países ocidentais.
Verbas e estratégias diplomáticas também foram discutidas por representantes do Kremlin, com ênfase na comparação entre ações de Moscou e as respostas dos rivais ocidentais. Medvedev ressalta o peso de interesses nacionais em meio a negociações internacionais.
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