A afirmação foi feita pelo general responsável pela África, AFRICOM, de que uma pequena equipe de tropas foi enviada à Nigéria. O anúncio marca o primeiro reconhecimento público de tropas americanas no terreno desde os ataques aéreos de Washington no Natal.
Segundo o general Dagvin R. M. Anderson, o envio ocorreu após acordos com a Nigéria sobre ampliar o combate à ameaça terrorista na região oeste africana. Não houve detalhes sobre o tamanho da força nem a natureza exata da missão.
Fontes oficiais destacaram que a operação ocorre em coordenação com autoridades nigerianas. A defesa nigeriana confirmou a presença de uma equipe, sem fornecer mais informações.
Desdobramentos
Um ex-funcionário americano sugeriu que a equipe atua fortemente na coleta de inteligência e apoio às forças nigerianas para ataques a grupos ligados ao ISWAP e ao Boko Haram. A Nigéria afirma perseguir combatentes, não perseguir minorias religiosas.
A Nigéria enfrenta pressão externa desde fins de 2023 para agir contra violenceis islâmicos na região noroeste. Muçulmanos e cristãos têm sido alvo de ataques, segundo relatos, com o governo negando perseguição sistemática.
A ofensiva aérea dos EUA, realizada em Sokoto, contou com coordenação com autoridades locais e resultou na morte de vários militantes do ISIS. O episódio ocorreu após alertas de intervenção do ex-presidente Trump no fim de 2024.
Reuters apurou que autoridades nigerianas e norte-americanas discutiram novas frentes de cooperação para interromper redes terroristas na região. As informações são baseadas em declarações de oficiais e fontes próximas aos acontecimentos.
Fonte: relato de repórteres em Dakar e Lagos, com apuração de correspondentes internacionais.
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