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Gabinete do chefe de espionagem dos EUA investigou máquinas de votação em Porto Rico

Investigação da Agência de Inteligência dos EUA sobre máquinas de votação em Porto Rico não encontrou provas de interferência venezuelana; foco em vulnerabilidades técnicas

White House Press Secretary Leavitt holds a press briefing at the White House
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A oficina do diretor de inteligência nacional (ODNI) ligada a Tulsi Gabbard realizou, em maio passado, uma investigação sobre as máquinas de votação em Porto Rico. O objetivo era colaborar com o FBI para apurar alegações de possível hackers venezuelanos no território norte-americano, mas não houve evidências claras de interferência nas eleições locais.

Segundo fontes, a equipe retirou um número não especificado de máquinas de votação de Porto Rico e cópias adicionais de dados para análise forense. O governo de Gabbard afirmou que a retirada de hardware e dados é prática comum em perícias, e que o foco foi identificar vulnerabilidades nos sistemas eletrônicos de votação.

A ODNI informou que lacunas de segurança nas máquinas de Porto Rico decorrem do uso de tecnologia celular vulnerável e de falhas de software que poderiam permitir acesso a sistemas eleitorais críticos. A operação parece ter sido parte de um esforço da administração Trump para investigar alegações não comprovadas de fraude eleitoral, segundo as fontes.

Contexto e desdobramentos

O governo venezuelano não respondeu a pedidos de comentário sobre o assunto. Em Porto Rico, os residentes são cidadãos dos EUA, mas não votam na eleição presidencial nem elegem representantes com voz no Congresso. A operação envolve o FBI (filial da Flórida) e agentes ligados a um grupo de segurança nacional que acompanhava o tema de vulnerabilidade de eleições.

A equipe de Gabbard afirmou que o Escritório do Procurador dos EUA em Porto Rico, agentes de investigações de segurança interna e um agente especial supervisor do FBI facilitaram a entrega voluntária de hardware e software de votação para a análise do ODNI. A notícia também ressalta que a discussão sobre fraude eleitoral tem sido pauta frequente entre apoiadores de Trump desde a derrota de 2020.

Alguns especialistas em segurança destacam que questões de gestão eleitoral costumam ser tratadas por órgãos de aplicação da lei, não por serviços de inteligência. O gabinete de Gabbard afirma ter autoridade para conduzir a investigação, citando mandato para coordenar questões de segurança eleitoral.

Observações adicionais

A reportagem ressalta ainda que a operação de Porto Rico ocorreu em contexto de tensões sobre supostas interferências estrangeiras em eleições americanas. A presença de Gabbard na esfera de investigações domésticas, inclusive em ações que envolveram operações do FBI, gerou preocupações entre especialistas sobre limites de atuação de órgãos de inteligência em assuntos internos.

A nota oficial do ODNI reforça que o objetivo foi entender vulnerabilidades em sistemas de votação usados em Porto Rico, com base na autorização legal para coordenar informações relacionadas à segurança eleitoral. O texto enfatiza que não há evidência pública de violação venezuelana confirmada nas eleições do território.

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