O governo dos Estados Unidos e o Irã concordaram em realizar conversas na sexta-feira em Muscat, Oman. As negociações seguem sem consenso sobre o que será discutido. O objetivo é evitar ações militares enquanto se tentam esclarecer as pautas de debate.
O consultor especial Steve Witkoff liderará a delegação norte‑americana. Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, comandará a delegação iraniana. O tema central envolve o programa nuclear do Irã e outros pontos de contenção, que permanecem em disputa.
As tentativas de aproximação ocorrem após meses de mensagens conflitantes sobre a reunião, que havia sido originalmente marcada para Istambul. O Irã pediu ajustes de última hora, incluindo mudança de local para Muscat e limitação da agenda a assuntos nucleares.
Pelo lado dos EUA, há ceticismo quanto a incluir apenas o tema nuclear. Washington também quer discutir o programa de mísseis balísticos e o apoio a grupos de influência no Oriente Médio. A agenda definitiva ainda não foi fechada.
O contexto envolve tensões desde ataques aéreos dos EUA contra alvos nucleares no Irã em 2025 e a repressão de protestos internos no Irã. Apesar da tensão, as partes buscam um canal diplomático para reduzir o risco de conflito.
A equipe iraniana confirmou a realização das conversas via rede social, destacando a recepção aos esforços de mediação do governo omanense. O encontro marca a primeira rodada formal de diálogo entre as duas nações desde ações militares anteriores.
Neste cenário, o desfecho das negociações em Oman pode influenciar decisões políticas internas de Washington, inclusive sobre possíveis novas ações em resposta a demandas iranianas. As negociações permanecem incertas quanto ao alcance efetivo.
Autoridades destacam que, independentemente do desfecho, o objetivo é manter o diálogo aberto e reduzir a possibilidade de escalada. A comunidade internacional acompanha com atenção os próximos desdobramentos.
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