O último tratado de desarmamento nuclear entre EUA e Rússia expirou nesta quinta-feira (5), sem confirmação de um novo acordo entre Trump e Putin. O New Start estava em vigor desde 2010, com renovação de cinco anos em 2021, e não houve avanço divulgado até o momento.
A eventual prorrogação não aconteceu, e a possibilidade de uma disputa tripolar, incluindo a China, passou a ser discutida. Pequim não participa do acordo, o que alimenta preocupações sobre o equilíbrio estratégico global.
O acordo limitava arsenais a 1.550 ogivas estratégicas e 700 sistemas de mísseis por país, com plataformas terrestres, marítimas e aéreas. A China, líder em expansão de armas, não integra o teto de contenção.
Rumo a uma nova etapa geopolítica
Segundo o CSIS, a expiração não implica, de imediato, corrida armamentista, mas o ciclo depende de ações das potências e de restrições orçamentárias.
Dados do Council on Strategic Risks indicam que a Rússia ampliou seu arsenal estratégico nos últimos 13 anos, especialmente em submarinos com armas nucleares. A China acelerou o crescimento de mísseis balísticos, enquanto os EUA recuaram em alguns itens.
Observa-se que os EUA priorizam defesas anti-míssil, com avanços financiados por medidas governamentais. A Rússia enfrenta déficits orçamentários agravados pela guerra na Ucrânia e por sanções. A China mantém ritmo de expansão, sem participação no tratado.
O papel da China na equação
Relatórios de satélite apontam aumento da produção de ogivas na China e reformulação de redes de instalações nucleares, segundo o The Washington Post. A comunidade internacional busca inserir a China no diálogo sobre contenção nuclear.
Especialistas sugerem que um cenário tripolar eleva o risco de erro de cálculo em crises. A “teoria dos três escorpiões” descreve um sistema em que cada país precisa se defender de dois rivais, ampliando tensões em crises.
Entre na conversa da comunidade