O complexo mineiro South Crofty, em Cornwall, pode reabrir após quase três décadas, com possível financiamento de 225 milhões de dólares vindo de uma agência de crédito à exportação dos EUA. A iniciativa criaria cerca de 300 empregos na região.
A mina, que tem raízes no século XVII, ficou fechada desde 1998. A empresa Cornish Metals, atual proprietária, informou ter recebido uma carta de interesse de financiamento da agência norte-americana. O investimento depende da condição de o tin ser fornecido aos EUA, visto como mineral crítico.
O tin é largamente utilizado em soldagem, na indústria de eletrônicos, veículos elétricos e painéis solares. O preço da prata segue pauta diferente; entretanto, o tin registrou alta expressiva desde 2016, chegando a mais de 50 mil dólares por tonelada no início deste ano.
Contexto internacional
Um cume internacional sobre minerais críticos, liderado pelos EUA, reuniu 50 países e resultou em acordos para reduzir dependência de fornecedores específicos. União Europeia e Estados Unidos anunciaram intenção de atuar em conjunto, com um memorando a ser assinado em 30 dias. Japão participa de iniciativas paralelas.
Dados do encontro indicam que o governo americano assinou 11 acordos bilaterais sobre minerais críticos. Observadores ressaltaram que o objetivo é assegurar fornecimentos para áreas estratégicas como inteligência artificial e tecnologia avançada, mantendo o foco no interesse americano sem mencionar renováveis.
Patrick Schröder, pesquisador da Chatham House, destacou que as declarações de autoridades americanas sinalizam prioridade de garantir redes de suprimento para IA, reforçando o tom de interesse nacional.
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