O governo da Nigéria anunciou o envio de um pelotão de tropas a uma área no oeste do país após ataques a duas aldeias na região. Em Kaiama, Kwara, residentes foram atingidos na noite de terça-feira, resultando na morte de 170 pessoas. A ofensiva ocorreu com rifles e fogo cruzado, destruindo casas e lojas.
Segundo o gabinete presidencial, o ataque foi realizado por combatentes jihadistas que teriam ameaçado impor regras extremistas na região. Não houve responsabilização formal até o momento. O presidente Bola Tinubu chamou o episódio de covarde e determinou a presença militar na área.
O novo comando militar, atribuído à operação Savannah Shield, visa conter os supostos terroristas e proteger comunidades vulneráveis. A área de Kaiama, que registra pouca presença de segurança, passa por maior patrulha e ações de inteligência.
Ainda na terça, trabalhadores de imprensa relataram imagens de corpos espalhados na região, alguns com mãos amarradas, e casas incendiadas. As informações chegam de fontes locais, com relatos de moradores que testemunharam o ataque.
Contexto: a Nigéria enfrenta violência prolongada de grupos jihadistas no nordeste e noroeste, além de saques e sequestros cometidos por milícias na região centro-norte. País registra uma escalada de ataques com impacto em várias comunidades.
Em Katsina, no norte, pelo menos 13 pessoas foram mortas por homens armados em Doma, conforme comunicado policial. A violência persiste mesmo com operações militares difundidas pelo governo.
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