O último acordo de controle de armas entre EUA e Rússia expirou nesta quinta-feira, encerrando limites sobre seus arsenais pela primeira vez desde 1972. Trump afirma buscar um “acordo melhor” que inclua a China, enquanto as potências não possuem teto formal.
O New START, assinado em 2010 e em vigor desde 2011, limitava ogivas em 1.550 por país e previa mecanismos de verificação. Putin informou, em 2023, que suspenderia a participação, mas Moscou disse manter os limites.
As negociações para acompanhar informalmente o acordo continuam, sem conclusão. A administração de Washington avalia uma extensão informal, ainda sem aprovação dos presidentes. Moscou mantém convite ao diálogo sobre armas estratégicas, desde que haja reação construtiva dos EUA.
Situação atual e perspectivas
Trump chamou a ideia de uma extensão irrelevante e indicou foco em novo tratado. Analistas destacam que o desafio agora inclui China, com projeção de crescimento do arsenal chinês para cerca de 1.500 ogivas até 2035.
Especialistas ressaltam que novas tecnologias não cobertas pelo acordo — como mísseis hipersônicos — exigem resposta multilateral. Governos observam a necessidade de mecanismos de transparência diante de arsenais em expansão.
Dados recentes indicam reduções históricas nos estoques de EUA e Rússia desde o início do regime de controles. Mesmo assim, especialistas alertam para riscos de corrida armamentista diante da ausência de limites formais.
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