O departmento de crime econômico da Noruega, Oekokrim, abriu nesta quinta-feira uma investigação contra o ex-primeiro ministro Thorbjoern Jagland, atual presidente do comitê Nobel norueguês, sob suspeita de corrupção agravada. A decisão foi fundamentada em informações divulgadas a partir de arquivos recém-publicados sobre o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein. Jagland ocupa ainda, no passado, o cargo de Secretário-Geral do Conselho da Europa.
Segundo a autoridade, há indícios que, durante o período coberto pelos documentos, Jagland pode ter recebido presentes, viagens e empréstimos em razão de suas funções. A polícia pediu a suspensão da imunidade conferida a Jagland por ter exercido liderança em organizações internacionais, pedido que foi aceito pelo Ministério das Relações Exteriores.
O Ministério das Relações Exteriores confirmou a aceitação do pedido de remoção da imunidade. O ministro Espen Barth Eide destacou a importância de esclarecer os fatos e informou que apresentará uma proposta ao Comité de Ministros do Conselho da Europa para revogar a imunidade de Jagland.
O advogado de Jagland afirmou que o ex-político recebe com abertura a investigação, afirmando que colaborará plenamente com as autoridades. Segundo o representante, os dados já levantados fortalecem a confiança no desfecho do processo.
O comitê Nobel norueguês, por sua vez, não se pronunciou sobre o caso, mas informou que acompanha as informações com atenção. Jagland figura entre outras personalidades norueguesas que passaram a receber escrutínio em relação a vínculos com Epstein.
A reportagem foi feita por Nora Buli e Gwladys Fouche, com edição de Alistair Bell. A agência segue os padrões de conduta Thomson Reuters e mantém o compromisso com informações verificáveis e neutras.
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