Taipei enfrenta alerta sobre pressão de Beijing. O ministro da Defesa de Taiwan, Wellington Koo, afirmou que o público pode ficar imune aos exercícios militares diários da China, mas que a ameaça é real e exige maior preparo. A declaração foi feita em entrevista a repórteres, com embargo até sexta-feira.
Koo destacou que, ao longo de 2025, a China intensificou pressões por meio de ações militares, ciberataques e guerra psicológica, em ações cada vez mais complexas e precisas. Os aviões e barcos chineses que rondam as águas e o espaço aéreo da ilha aumentaram, segundo ele, a percepção de risco.
O ministro afirmou que Taiwan não pretende provocar, mas está fortalecendo a preparação militar: exercícios orientados ao combate, maior efetividade das reservas e aquisição de novos armamentos. Também mencionou a avaliação de tecnologias emergentes, como IA, para uso militar.
Conflitos com entregas de armas dos EUA e disputas políticas domésticas seguem. Koo disse que a produção tem retomado gradualmente a normalidade, com a administração norte-americana facilitando compras. O parlamento, controlado pela oposição, avançou com proposta de defesa menor que o plano do presidente Lai Ching-te.
Taiwan mantém posição de rejeitar reivindicações de soberania de Pequim, afirmando que apenas o povo taiwanês pode decidir seu futuro. O ministro reforçou que o investimento em defesa é visto como investimento na paz e na segurança nacional.
Fonte: Reuters.
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