Em 5 de fevereiro, o tratado Novo Start expirou, deixando Rússia e Estados Unidos sem limites formais sobre o tamanho de seus arsenais estratégicos. O acordo, que vigorava desde o fim da Guerra Fria, fixava limites para mísseis, lançadores e ogivas. Não houve acordo entre as partes sobre os próximos passos.
Especialistas dizem que o fim do pacto aumenta o risco de corrida armamentista. A situação é inflamada pelo crescimento nuclear da China, apontado como fator adicional de incerteza. Moscou propôs manter as principais disposições por mais um ano, mas Washington não respondeu formalmente.
A Rússia indicou, em nota publicada na véspera da expiração, que o tratado não teria mais efeito e que ambos os lados poderiam seguir seus caminhos. O governo russo afirmou estar preparado para medidas que reduzam ameaças, mantendo, porém, a busca por diplomacia e estabilidade estratégica.
O governo dos EUA não comentou formalmente sobre o desfecho do acordo ao expirar. A Casa Branca disse apenas que o presidente decidiria o rumo do controle de armas nucleares em seu próprio cronograma. Não houve declarações imediatas de Washington sobre novas negociações.
Reação da China
O Ministério das Relações Exteriores da China expressou pesar com o fim do acordo, destacando a importância de manter a estabilidade estratégica global. Medidas de controle de armas foram apontadas como instrumento de previsibilidade na dissuasão.
O porta-voz chinês reiterou que a China não participa de negociações bilaterais de redução com EUA e Rússia, mantendo seu arsenal no nível mínimo necessário para a segurança nacional. A China pediu aos EUA que retomem o diálogo sobre estabilidade estratégica.
Analistas ressaltam que a ausência de um arcabouço de tratativas pode dificultar a interpretação de intenções entre as potências nucleares e aumentar a probabilidade de crises. Transparência e canais diplomáticos aparecem como fatores centrais para evitar escaladas.
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