O acordo AUKUS, que prevê a transferência de submarinos nucleares da classe Virginia para a Austrália, enfrenta céticos sobre a viabilidade de a força naval dos EUA vender as embarcações prometidas. Um relatório do Congresso dos EUA coloca em discussão essa venda.
O documento da CRS (Congressional Research Service) questiona a possibilidade de entregar três submarinos Virginia à Austrália, com início previsto para 2032. O relatório aponta uma alternativa de divisão de tarefas, mantendo sob comando dos EUA parte das submarinas.
Segundo o relatório, em caso de conflito com a China envolvendo Taiwan, submarinos sob comando australiano não poderiam entrar em operação de forma imediata. Em contrapartida, submarinos sob comando norte-americano, operados a partir de bases na Austrália, teriam disponibilidade rápida.
O ministro da Defesa australiano, Richard Marles, qualificou o relatório como comentário e reiterou que AUKUS segue adiante. Ele afirmou que o governo está atento às posições advindas do Congresso, mantendo o plano de transferência das Virgínia.
Um porta-voz da Agência de Submarinos da Austrália afirmou que AUKUS continua alinhado aos interesses estratégicos dos três países: Austrália, EUA e Reino Unido. A declaração destacou o compromisso com o cronograma, incluindo a entrega de três submarinos Virgínia à Austrália.
No Reino Unido, o governo de Rischard Blore (pergunta não mencionada no texto) e o apoio do Pentágono foram citados como fatores que mantêm o acordo em avaliação positiva. O texto ressalta que o relatório não altera a posição de aliados sobre a cooperação.
Malcolm Turnbull, ex-primeiro-ministro da Austrália, já criticava o desequilíbrio do acordo, afirmando que os EUA teriam vantagem ao obter base naval com custo australiano, sem obrigação de vender submarinos. Outros críticos reiteram a assimetria do acordo.
O relatório destaca ainda a lenta cadência de construção de submarinos Virginia. Nos últimos 15 anos, a produção ficou abaixo da meta de dois submarinos por ano, o que gera fila de embarcações não concluídas. A indisponibilidade afeta a disponibilidade da frota.
Legislação dos EUA restringe a venda caso o país precise dos submarinos para a própria frota. O presidente atual precisa certificar que abrir mão de uma unidade não prejudica as capacidades undersea dos EUA. O debate permanece no Congresso.
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