A embaixada virtual dos EUA no Irã orientou todos os americanos residentes no país a deixar o Irã imediatamente ou, ao menos, adotar um plano de saída que não dependa da ajuda de Washington. A recomendação também sugere buscar um lugar seguro dentro de casa caso não seja possível sair.
No comunicado, a missão americana informa que medidas de segurança estão sendo ampliadas: estradas fechadas, transporte público interrompido e internet bloqueada. O governo iraniano restringe redes móveis e o acesso à internet nacional, com voos sendo limitados ou cancelados.
Cidadãos com dupla nacionalidade devem usar documentos iranianos, pois apresentar passaporte americano pode levar a detenções. O texto também lista postos fronteiriços abertos para deixar o país e orienta sobre planejamento de evacuação terrestre para Armênia ou Turquia, se for seguro.
Contexto e desdobramentos
As instruções aparecem em meio a tensões entre EUA e Irã, com o governo americano pressionando por ações ante protestos internos iranianos. A nota ocorre à medida que negociações entre as partes têm início em Omã, a primeira reunião desde atividades militares regionais envolvendo Irã e Israel.
Paralelamente, o governo norte-americano manteve o alerta, após anunciar reforços militares no Golfo Pérsico. O porta-aviões USS Abraham Lincoln e o grupo de combate permanecem nas proximidades para eventuais ações militares. As informações oficiais destacam a necessidade de planejamento de contingência.
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