O governo dos EUA planeja realizar, em algumas semanas, um pagamento inicial que ajude a quitar parte das dívidas da ONU. A declaração foi feita pelo embaixador dos EUA junto às Nações Unidas, em entrevista à Reuters. O objetivo é manter a organização estável enquanto são discutidas reformas.
Segundo autoridades da ONU, a maior parte das dívidas devidas ao orçamento regular é de responsabilidade dos Estados Unidos, estimada em 2,19 bilhões de dólares até o começo de fevereiro. O montante total inclui ainda 2,4 bilhões de dólares para missões de paz e 43,6 milhões para tribunais da ONU.
Em 30 de dezembro, a Assembleia Geral aprovou 3,45 bilhões de dólares para o orçamento regular de 2026, para cobrir custos de operações globais, salários e programas de desenvolvimento e direitos humanos.
O contexto financeiro ocorre em meio ao recuo dos EUA em multilateralismo sob a gestão de Donald Trump, com o saldo devedor da ONU aumentando ao longo das gestões. A Justiça financeira também aponta que o país não pagou o orçamento regular no ano anterior.
Uma lei aprovada recentemente autoriza 3,1 bilhões de dólares para as parcelas devidos pela U.S. a organizações internacionais, incluindo a ONU. Entre as dúvidas, está se o dinheiro pago será destinado às dívidas de 2025, 2026 ou ambos.
O embaixador destacou apoio ao conjunto de reformas conhecido como UN80, defendendo avanços que precisam continuar. Ele mencionou a necessidade de simplificar a estrutura da ONU, reduzir duplicidades e consolidar áreas administrativas, sem detalhar impactos específicos.
A ONU tem enfatizado que poderá enfrentar problemas de liquidez até julho, caso subsistam obstáculos de financiamento. A discussão sobre ajustes nos mecanismos de avaliação e pagamento deve seguir durante as negociações futuras sobre as avaliações financeiras.
Entre na conversa da comunidade