Noruega deve abrir uma investigação sobre o Ministério das Relações Exteriores por ligações com o falecido abusador Jeffrey Epstein. A revelação integra uma onda europeia ainda sem grandes repercussões políticas nos EUA.
A divulgação de um enorme conjunto de arquivos novos expõe vínculos de Epstein com políticos, membros da realeza e ultrarricos. O tema ganhou contorno após os últimos desdobramentos e documentos publicados.
O foco recai sobre figuras próximas ao governo norueguês, incluindo a princesa herdeira Mette-Marit e ex-primeiro-ministro e ex-ministro das Relações Exteriores Thorbjørn Jagland. Todos são citados por ligações anteriores com Epstein.
Outros nomes, como Boerge Brende, ex-ministro das Relações Exteriores e atual presidente do World Economic Forum, além de Mona Juul e Terje Roed-Larsen, aparecem nas novas informações. Eles tinham casos de contato com Epstein.
A imprensa aponta que a maioria das bancadas no Parlamento norueguês estaria disposta a apoiar uma investigação independente sobre o ministério. A polícia criminal econômica investiga Jagland por suposta corrupção agravada.
O Ministério das Relações Exteriores busca levantar a imunidade diplomática de Jagland, quando ex-presidente do Conselho da Europa (2009-2019). O Conselho ainda não respondeu ao pedido de comentário.
Juul e Roed-Larsen não retornaram respostas imediatas, segundo comunicados encaminhados aos seus advogados e ao ministério. Juul está suspensa para apurar conduta interna, enquanto Brende comentou sobre o passado de Epstein.
Os novos arquivos também detalham correspondência entre Epstein e a princesa Mette-Marit, mesmo após o veredicto de crimes contra menores em 2008. Ela pediu desculpas publicamente pela relação.
A reviravolta ocorre em um momento em que a família real Norway enfrenta outros desafios, como o julgamento do filho da princesa, Marius, por estupro e violência doméstica.
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