A Exxon Mobil e a Chevron estão mirando expansão de produção em países ligados à OPEP+, incluindo alguns dos ambientes geopolíticos mais desafiadores, conforme reportagem da Bloomberg. O movimento ocorre em meio a uma política externa brasileira de influência americana que facilita acordos internacionais.
A investida ocorre mesmo diante de riscos históricos de nacionalizações e instabilidade regional. Países da região já vivenciaram confisco de ativos petrolíferos na década de 1970. Empresas americanas caminham com cautela, avaliando contratos e barreiras regulatórias.
As negociações envolvem o Iraque, a Líbia, a Argélia, o Azerbaijão e o Cazaquistão, além da Venezuela. Executivos e autoridades dos EUA já apoiam as tratativas, o que pode ampliar o acesso de EUA a reservas significativas e consolidar a chamada dominância energética.
Fontes familiarizadas com as conversas afirmam que o governo americano tem atuado para abrir espaços para as parcerias, com participantes destacando a participação de embaixadas e representantes de alto nível. A ação visa facilitar garantias de segurança e evitar tarifas.
Apesar do otimismo, analistas apontam vulnerabilidades: mudanças políticas, termos contratuais rígidos e a possibilidade de novas importâncias de risco geopolítico. A Bloomberg cita que as incursões seguem como estratégia de longo prazo.
A estratégia de expansão ocorre em meio a disputas por mercados de xisto nos EUA, que fortalecem a posição de Washington na energia global. A presença em campos estratégicos pode influenciar preços e oferta até a década de 2040.
A agência aponta que, embora alguns acordos não sejam vinculantes, as discussões indicam um movimento consolidado de Exxon e Chevron. Empresas buscam reposicionar reservas para a próxima década, com apoio institucional dos EUA.
Entre na conversa da comunidade