O Irã afirmou que poderá atingir bases dos Estados Unidos na região do Oriente Médio caso seja atacado por forças norte-americanas, que se deslocaram para a região. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, declarou à TV Al Jazeera que isso não deve ser visto como ataque aos países que hospedam as bases.
A declaração ocorre um dia após Teerã e Washington sinalizarem a continuidade de negociações indiretas sobre o programa nuclear iraniano, em meio a discussões consideradas positivas em Omã. Não houve definição de data para a próxima rodada, segundo Araqchi, enquanto o presidente dos EUA sugeriu que as negociações poderiam ocorrer no início da próxima semana.
Na fala, o chanceler ressaltou que o Irã só discute a questão nuclear e que diálogo requer fim de ameaças e pressão. O governo iraniano também mencionou que interrompeu atividades de enriquecimento desde ações anteriores conduzidas por EUA e Israel, que realizaram ataques a instalações nucleares iranianas no ano passado.
Caso haja novo ataque dos EUA, Araqchi disse que as consequências poderiam ser parecidas com as anteriores, afirmando que o Irã não atacará território americano, mas atingiria bases dos EUA na região. O governo ainda enfatizou que não planeja atacar países vizinhos, distinguindo claramente entre ataques a bases e ataques a solo.
Entre eventos passados, o Irã aponta que houve um ataque com mísseis a uma base dos EUA no Qatar em resposta a ações de 2026, e que, desde então, o enriquecimento está haltado. O país continua buscando reconhecimento de seu direito ao enriquecimento de urânio e envolve o programa de mísseis em negociações futuras.
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