O Ministério das Relações Exteriores da Etiópia acusou a Eritreia de agressão militar e de apoiar grupos armados dentro do território etíope. A denúncia vem de uma carta de Gedion Timothewos, ministro das Relações Exteriores, entregue ao seu homólogo eritreu.
A comunicação, datada de 7 de fevereiro, afirma que forças eritrealas ocuparam partes do território etíope por período prolongado e fornecem suporte material a milícias operando no país. O texto pede a retirada imediata das tropas e o fim da cooperação com esses grupos.
Segundo a carta, houve escalada ao mencionar manobras militares conjuntas entre forças eritreias e grupos armados etíopes próximo à fronteira nordeste. Addis Ababa também sinaliza disposição para diálogo, desde que haja respeito à integridade territorial.
A relação entre os dois países se deteriorou desde o acordo de paz de 2018, que encerrou uma guerra entre eles, e agravou-se após a Eritreira não ter sido parte do acordo de 2022 que pôs fim ao conflito na Tigray.
O texto ressalta ainda que a Etiópia está aberta a negociações de boa-fé sobre interesses mútuos, incluindo as questões marítimas e o acesso ao Mar Vermelho por meio do porto de Assab, caso haja respeito à soberania etíope.
Até o momento, um porta-voz do governo eritreu indicou que as autoridades verificam se a carta foi recebida pela diplomacia etíope. Não houve confirmação oficial de resposta imediata de Eritreia.
Situação na fronteira entre Etiópia e Eritreia
O conflito na fronteira gera temores de recidiva de hostilidades, após choques entre forças tigray e tropas etíopes terem aumentado a tensão regional e a instabilidade na região.
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