Israel ampliará poderes sobre a Zona de West Bank e flexibilizará compras de terras por colonos, segundo veículos de mídia. As medidas foram aprovadas pelo Conselho de Segurança do governo nesta semana, em Jerusalém, na sequência de declarações de autoridades. O objetivo é facilitar compras de terras por cidadãos judeus e ampliar a fiscalização sobre palestinos, em meio a tensões regionais.
De acordo com os relatos, citando os ministros Finanças Bezalel Smotrich e Defesa Israel Katz, as mudanças incluem a revogação de regras que dificultavam a aquisição de terras no território ocupada. Também haveria autorização para que autoridades israelenses administrem alguns sítios religiosos e aumentem a supervisão em áreas sob Administração da Autoridade Palestina (AP) em questões de ambientais, água e sítios arqueológicos.
Palestinos consideram as propostas perigosas e ilegais; o presidente Mahmoud Abbas chamou-as de anexação de-facto. O gabinete não respondeu de imediato aos pedidos de comentário. As medidas chegam três dias antes de Netanyahu se encontrar com o presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington.
Reações internacionais e contexto
A discussão ocorre em meio a uma visão internacional de contestação sobre a ocupação e novas construções de assentamentos. O tribunal da ONU já afirmou, em opinião não vinculante de 2024, que a ocupação e os assentamentos são ilegais e devem terminar, posição que Israel contesta.
Netanyahu enfrenta eleições neste ano e integra coalizão com várias vozes a favor de anexação de parte da West Bank. A situação permanece delicada, com pressões diplomáticas e o papel dos EUA no foco do debate.
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