Pro-Palestine demonstrators planejam reunir-se em Sydney nesta segunda-feira para protestar a visita do presidente de Israel, Isaac Herzog. A polícia da Nova Gales do Sul classificou o evento como de grande importância e mobilizou milhares de agentes para gerenciar as multidões. A organização solicitou encontro no Town Hall, enquanto a polícia pediu que o ato ocorresse em um parque central da cidade por razões de segurança pública.
Mais de 3 mil policiais devem atuar pela cidade, afirmando que as medidas visam manter a segurança de toda a comunidade. As autoridades também receberam autorização para usar poderes de controle de multidões, limitar a entrada em áreas específicas, orientar expulsões e realizar vistorias em veículos, se necessário.
Herzog visita a Austrália nesta semana, após convite do primeiro-ministro Anthony Albanese, em resposta ao tiroteio mortal em Bondi Beach durante Hanukkah, em dezembro. O presidente deve encontrar sobreviventes e familiares das 15 pessoas mortas no ataque.
Reações e desdobramentos
A viagem gerou críticas de grupos pró-Palestina, que organizam protestos em várias cidades do país. O Palestine Action Group informou, em nota, que há chamada para um dia nacional de protesto e pediu a prisão de Herzog, alegações baseadas a uma comissão da ONU que, segundo o grupo, teria encontrado incitação a genocídio em Gaza.
O Jewish Council of Australia, que reúne lideranças judaicas, divulgou carta aberta com mais de 1.000 signatários, pedindo ao premiê Albanese que revogue o convite a Herzog. A executiva da comunidade judaica afirmou que a visita pode levantar o ânimo de comunidades atingidas pelo ataque.
Fonte: reportagem de Renju Jose, Sydney; edição por Diane Craft.
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