A decisão tomada pelo governo de Israel ampliou poderes sobre a West Bank e facilitaria a expansão de assentamentos, afetando áreas sob controle palestino. O anúncio ocorreu no fim de semana, levado a público neste domingo, segundo a imprensa regional.
O relatório relata que o gabinete de segurança israelense aprovou medidas para facilitar a compra de terras por judeus na região e ampliar a atuação das autoridades em áreas supostamente sob controle palestino. Dois ministros confirmaram as mudanças.
O movimento é visto como uma etapa em direção à anexação de parte da West Bank, prática criticada por várias Nações. Autoridades palestinas e observadores qualificam as alterações como violação do direito internacional.
Reações regionais e internacionais
- Saudi Arabia, Jordânia e Emirados Árabes Unidos condenaram as decisões, classificando-as como violação do direito internacional e prejudiciais à solução de dois estados.
- Países como Egito e Turquia também manifestaram crítica; a Jordânia mantém relações diplomáticas com Israel, e o Egito participa de missões de mediação na região.
O relatório destaca que a medida também prevê ampliar a fiscalização de recursos hídricos, danos a sítios arqueológicos e riscos ambientais, atingindo principalmente áreas A e B da West Bank sob acordos de Oslo. Isso pode facilitar demolições de imóveis palestinos.
Hagit Ofran, da ONG Peace Now, afirma que as mudanças enfrentam objeções legais internacionais e avançam a narrativa de anexação, ao facilitar o comércio de terras sem aprovação governamental prévia.
O anúncio também menciona alterações administrativas para agilizar registros de terras, abrindo caminho para regularização de propriedades com menos controles. Especialistas veem risco de deslocamentos de moradores e maior pressão sobre assentamentos.
Em Hebron, moradores expressaram preocupação com o aumento da confiscação de terras e da expansão de assentamentos, reforçando temores sobre o aumento de tensões na região.
Esta nota é baseada em informações da Reuters, com relato de equipes em Ramallah, Jerusalém e Dubai.
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