Ghislaine Maxwell, cúmplice de Jeffrey Epstein, vai depor a portas fechadas nesta segunda-feira, por videoconferência, à Comissão de Supervisão da Câmara dos EUA. O interrogatório ocorre dentro do conjunto de investigações sobre as ligações de Epstein e o tratamento de informações sobre seus crimes, com Maxwell já cumprindo pena.
Ela está presa e cumpre 20 anos de prisão por tráfico sexual de menores. O depoimento é solicitado pela comissão, que tem maioria republicana e acompanha o uso de conexões de Epstein por figuras públicas.
Maxwell deverá invocar, possivelmente, o direito de não se incriminar, assegurado pela Quinta Emenda. A defesa pediu imunidade para testemunhar; a autorização foi negada pelos congressistas, levando à expectativa de uso da autoincriminação.
Contexto e desdobramentos
Novos arquivos sobre Epstein, divulgados em 30 de janeiro, ampliam os reflexos do caso, envolvendo políticos e empresários em diversas jurisdições. As informações geraram renúncias e quedas em alguns círculos públicos.
Epstein foi condenado em 2008 por solicitar prostituição de menor; morreu em 2019 na prisão, enquanto aguardava julgamento por exploração sexual de mulheres, incluindo menores. Maxwell, ligada a ele, permanece no centro dos desdobramentos legais.
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