Federal judges rejeitaram três ações que acusavam o escritor Neil Gaiman de estupro contra a babá de seus filhos, Scarlett Pavlovich, ocorridos na Nova Zelândia em 2022.
Pavlovich moveu ações contra Gaiman e Amand Palmer, em Wisconsin, em fevereiro de 2025, alegando múltiplos abusos sexuais durante o trabalho como babá em 2022. Em datas coincidentes, processou Palmer em Massachusetts e em Nova York.
A moradia de Gaiman fica no norte do Wisconsin e Palmer reside em Massachusetts. Pavlovich abandonou a ação em Nova York em maio, citando dúvida sobre a jurisdição.
Desdobramentos judiciais
Em Wisconsin, a queixa contra Palmer foi parcialmente retirada em maio e o restante foi rejeitado em outubro, com a corte afirmando que o caso deveria tramitar na Nova Zelândia. Em Massachusetts, a ação foi rejeitada na sexta-feira pela justiça de Boston.
O pedido de Pavlovich para manter a ação contra Gaiman em Massachusetts foi alvo de afastamento por parte do tribunal. Não houve respostas públicas imediatas de advogados das partes ao AP. Pavlovich havia indicado sua identidade em entrevista à revista New York em janeiro de 2025.
Gaiman informou, por meio de nota após matéria da New York Magazine, que nunca teve relações sexuais não consensuais. Advogados de Gaiman argumentaram que houve relação breve e consensual, e que os casos deveriam tramitar na Nova Zelândia.
O caso envolve ainda alegações de que Palmer estaria ciente de desejos sexuais de Gaiman e apresentou Pavlovich ao escritor. Procuradores apontaram possíveis infrações a leis federais de tráfico humano, com pedido de indenização de pelo menos 7 milhões de dólares.
Police em Nova Zelândia investigaram as alegações e teriam considerado que não havia indícios suficientes para acusação, conforme a defesa. As ações judiciais destacam a disputa jurídica entre autoridades de diferentes estados norte-americanos e Nova Zelândia.
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