Hong Kong líder empresarial e fundador do Apple Daily, Jimmy Lai, foi condenado na segunda-feira a 20 anos de prisão, em três acusações de segurança envolvendo duas de conspiração para trabalhar com forças estrangeiras e uma de divulgação de material sedicioso.
A sentença ocorre em Hong Kong e está ligada a acusações de segurança nacionais, com a justificativa de proteger a ordem pública frente pressões externas. O total de pena soma 20 anos. Lai tem 78 anos e já cumpria prisão anteriormente.
A comunidade internacional reagiu de forma veemente, destacando a erosão da liberdade de imprensa na região. O CEO da Committee to Protect Journalists afirma que o estado de direito está fragilizado e pede pressão internacional para a libertação de Lai.
Entre apoiadores, há susto com o impacto na imprensa local, já que setores descrevem o fim de veículos e a retração de notícias independentes. A situação é vista como reflexo de restrições maiores ao jornalismo em Hong Kong.
Organizações de direitos humanos denunciam a sentença como dura e desproporcional, acusando o governo chinês de criminalizar a imprensa crítica e de perseguir jornalistas. Ações extremas são interpretadas como sinal de endurecimento político.
Ex-fosso repórter do Apple Daily comenta que os limites legais formais passaram a ser usados para restringir ainda mais o setor, o que poderia agravar a crise de independência jornalística. A percepção é de que o cenário de risco para a imprensa tende a aumentar.
Entre na conversa da comunidade