A conclusão da violência de grande escala em Gaza trouxe alívio emocional, mas as posições obstinadas entre Gaza e Israel ainda dificultam avanços. Netanyahu e Trump deverão reconhecer que as perspectivas para Gaza permanecerão difíceis, mesmo com mudanças no cenário regional.
Com o fim dos combates, a ajuda humanitária ganhou fôlego, mas ainda é insuficiente. Milhões vivem em abrigos precários, e a água, saneamento e serviços básicos continuam comprometidos. A operação de reconstrução depende de acordos políticos e liberação de acesso.
Abertura da fronteira de Rafá com o Egito sinalizou passo inicial para a primeira fase do plano de paz de Trump, mas a região segue sob restrições severas. O esforço envolve comitês técnicos, financiamento internacional e condições para uma possível desmilitarização.
Desafios políticos e operacionais
O acordo depende de Hamas concordar com a desmilitarização, o que tem sido contestado. A viabilidade de uma força internacional de estabilização permanece incerta, sem mandatos claros ou apoio suficiente. A retirada israelense também não é garantida no curto prazo.
O desenho institucional do plano atribui peso a atores árabes e personalidades internacionais, com participação palestina limitada. Mesmo com avanços, Hamas mantém influência sobre questões de segurança e finanças, tornando a governança de Gaza uma tarefa complexa.
Netanyahu busca manter uma coalizão de direita até 2026, evitando concessões que favoreçam a Autoridade Palestina. O cenário político interno de Israel e as pressões internacionais limitam compromissos realistas com um Estado palestino ou com desdobramentos de alto impacto.
O envolvimento dos Estados árabes continua central para pressionar Hamas e influenciar o caminho político. Mesmo assim, não há garantias de que o plano de paz de Trump consiga produzir uma solução duradoura, dada a divergência entre as lideranças locais.
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