Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira 10 novas etapas para suavizar as restrições sobre a indústria petrolífera da Venezuela. As medidas incluem licenças para fornecer equipamentos ao setor, bem como para frete de navios e algumas operações portuárias e aeroportuárias.
O Departamento do Tesouro informou que autorizará transações com o governo venezuelano e com a PDVSA, a petrolífera estatal, para viabilizar o fornecimento desses bens. As licenças visam apoiar a exploração, o desenvolvimento e a produção de petróleo e gás no país.
Além disso, uma licença específica permite transações necessárias para operações portuárias e aeroportuárias. Um terceiro documento facilita atividades vinculadas ao Instituto Nacional dos Espaços Aquáticos, que regula o transporte marítimo venezuelano.
Contexto e desdobramentos
No fim de 2023, Washington já havia imposto bloqueio ao petróleo venezuelano, com exportação majoritariamente feita por navios-tanque sancionados desde 2019. A mudança de postura ocorre em meio a negociações entre governos para assegurar saídas ao setor.
Intervenções políticas e econômicas
Com a ascensão de Delcy Rodríguez como presidente interina, foi estabelecido um canal entre os governos para permitir a saída de petróleo venezuelano com menor entrave, principalmente para os Estados Unidos. O governo americano passou a controlar receitas decorrentes dessas vendas.
Perspectivas e próximos passos
O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, planeja visitar a Venezuela em breve para manter as conversas sobre petróleo. A Venezuela detém cerca de um quinto das reservas mundiais, histórico que destaca a importância estratégica do país para o mercado global.
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