O vice-presidente dos EUA, JD Vance, está em uma viagem de dois dias pela Armênia. Em Yerevan, ele prestou homenagem ao Memorial do Genocídio Armeniano, no primeiro passeio desse cargo pelo Sudeste do Cáucaso. A visita incluiu o uso de coroas na cerimônia de lembrança.
Durante o ato, Vance e a esposa, Usha Vance, participaram da colocação de uma coroa no memorial, que lembra cerca de 1,5 milhão de armênios mortos no final do Império Otomano. Em seguida, o organizador da agenda descreveu que a visita teve o objetivo de homenagear as vítimas.
Após a cerimônia, a assessoria responsável pela conta oficial do vice-presidente no X descreveu a viagem como uma ocasião para honrar as vítimas do que chamou de genocídio de 1915. A mensagem foi posteriormente removida pela Casa Branca.
Um auxiliar, que não se identificou, explicou que o texto havia sido publicado por engano por uma equipe externa à comitiva. A assessoria afirmou ainda que o perfil da viagem divulga apenas fotos e vídeos das atividades do vice-presidente.
Contexto regional e desdobramentos
A Turquia, aliada da OTAN, mantém posição de que muitos armênios morreram durante a Primeira Guerra Mundial, mas nega que os fatos constituam genocídio. Enquanto o Congresso dos EUA reconhece o evento como genocídio, a administração anterior de Donald Trump não utilizou exatamente esse rótulo em declarações oficiais.
Durante a visita, Vance afirmou que o episódio histórico é parte de uma memória complexa para a região e comentou que a visita também serviu de símbolo de respeito às lideranças armênias. A viagem tem o intuito de promover acordos entre EUA, Armênia e Azerbaijão para avançar a paz na região.
Em Yerevan, o vice-presidente assinou um acordo com o primeiro-ministro Nikol Pashinyan que pode facilitar a construção de uma usina nuclear no país. A jornada continuou com visitas a outras capitais da região para ampliar a cooperação econômica e de segurança.
Perspectivas e continuidade da viagem
Na sequência da passagem pela Armênia, Vance seguiu para o Azerbaijão, onde firmou um acordo de parceria estratégica que abrange cooperação econômica e de segurança. O objetivo é ampliar a influência dos EUA em uma região historicamente dominada por outras potências.
O público acompanha a evolução das negociações com foco na estabilidade regional, incluindo iniciativas de energia e segurança que podem moldar a relação entre EUA, Armênia e Azerbaijão nos próximos meses.
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