Emmanuel Macron avisou que a Europa enfrenta um mundo em disordem e cinco décadas de dependência de outros poderes; é hora de a União Europeia se consolidar como ator estratégico por conta própria. O alerta ganhou tom de chamado à ação diante de pressões dos EUA e da China.
O bloco encara uma escalada comercial chinesa, que muda a percepção de Europa apenas como importadora para competição tecnológica de baixo custo. Na esfera de defesa, EUA passam a ser vistos como menos confiáveis e às vezes até hostis, o que aumenta o impulso por autonomia europeia.
Os chamados para agir ganharam contorno institucional: líderes europeus se reúnem, na Bélgica, para discutir medidas para dinamizar a economia, reduzir burocracia e fortalecer o mercado único. Ao mesmo tempo, a Munich Security Conference deverá discutir defesa e o futuro da relação transatlântica.
Dados de governo indicam que a União precisa reduzir entraves regulatórios que encarecem bens e serviços, facilitando investimentos e mantendo recursos no bloco. A meta é ampliar o peso econômico europeu sem depender de parceiros externos para cada decisão.
Fontes próximas aos organizadores destacam que a percepção de que a Europa precisa ser mais assertiva em política externa e defesa ganhou força entre os participantes. A expectativa é oferecer diretrizes para uma estratégia comum diante de cenários de competição internacional.
Pesquisas recentes mostram que a opinião pública em vários países já questiona o papel dos EUA como principal aliado, ao mesmo tempo em que cresce o apoio à ampliação de investimentos em defesa. O desafio é convergir tais posições em políticas coesas.
Relatórios de think tanks apontam que barreiras regulatórias internas elevam custos e dificultam a competitividade. Em contraste, propostas de Draghi e Letta, repassadas a representantes da União, defendem ações concretas para acelerar o mercado único e a competitividade.
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