Volodimir Zelensky deixou claro que a Ucrânia só realizará eleições quando houver garantias de segurança e um cessar-fogo com a Rússia. Em coletiva de imprensa online nesta quarta-feira (11), ele disse que, sem tais garantias, não há eleição.
O presidente afirmou que instaurar o cessar-fogo facilitaria as eleições e que, se a Rússia concordar, seria possível encerrar as hostilidades até o verão. A declaração responde a reportagem do Financial Times sobre planos de Kiev para eleições presidenciais e um referendo de paz antes de meados de maio, sob pressão dos EUA.
Zelensky também negou qualquer ameaça dos Estados Unidos de retirar garantias de segurança caso as eleições não fossem convocadas. Segundo ele, as garantias não dependem de eleições, e não houve condicionamento nesse sentido.
Contexto diplomático e legal
Uma alta autoridade ucraniana afirmou à AFP que as eleições só ocorrem quando a segurança permite forma estável. O funcionário ressaltou que o terror russo persiste e que não há indícios de interesse russo em encerrar a guerra.
Um deputado próximo ao partido presidencial informou à AFP que há consenso de que nem referendo nem eleições podem ocorrer sob a lei marcial. A ideia de um referendo sobre um possível acordo de paz foi discutida em Abu Dhabi, com mediação americana, segundo ele.
Diálogo interno e negociações
Entre os negociadores, o chefe do grupo parlamentar do partido presidencial apoia o diálogo sobre um referendo com apoio de possíveis datas, mas reconhece que qualquer definição é prematura. O deputado ressaltou que datas não passam de especulação neste momento.
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