Azam Azhar, principal fiscal anticorrupção da MACC, está sob pressão para deixar o cargo após novas alegações de conduta imprópria e violação de regras. Relatos da imprensa indicam questões envolvendo ele e outros oficiais seniores.
Bloomberg informou que, em um registro societário de 2023, Azam teria 17,7 milhões de ações de uma instituição de serviços financeiros, avaliadas em cerca de 800 mil ringgit. O montante excedia o limite de 100 mil ringgit para servidores públicos.
Azam afirmou ao New Straits Times que declarou a transação e vendeu as ações no ano passado. A MACC afirmou que ele cumpriu integralmente as regras de declaração de ativos, inclusive sobre aquisição e alienação de ações.
A Secretaria de Serviço Público anunciou que irá revisar normas vigentes há mais de 20 anos, ou desatualizadas, incluindo diretrizes sobre propriedade de ações por funcionários públicos. Não mencionou as acusações contra Azam.
Questões de 2022 também haviam sido levantadas, quando a autoridade reguladora de valores mobiliários informou não ter conseguido confirmar se o oficial cometeu irregularidades ao possuir ações em duas empresas listadas em 2015 e 2016.
Reação institucional
A Bloomberg publicou ainda que oficiais da MACC teriam auxiliado um grupo de empresários a tomar o controle de empresas, com base em documentos internos e depoimentos. A Reuters não confirmou de forma independente tais informações.
A MACC disse não comentar as alegações adicionais e rejeitou hipóteses de que investigações estariam influenciadas por interesses privados. O gabinete do primeiro-ministro Anwar Ibrahim não respondeu aos pedidos de comentário.
As informações surgem em meio a tentativas de Malaysia de recuperar credibilidade após o escândalo 1MDB, que resultou na prisão de um ex-primeiro ministro e gerou anos de dívida pública.
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