A Corte de Apelação de Roma encerrou as audiências da extradição da ex-deputada Carla Zambelli. Os juízes têm cinco dias para decidir se acatam o pedido da Justiça brasileira ou mantêm a brasileira no país europeu.
Durante a sessão, foram ouvidos os argumentos da defesa e da acusação italiana, representada por Erminio Amelio. Gentiloni Silveri atuou pela Advocacia-Geral da União para defender o Brasil. A defesa avalia entrar com recurso no Tribunal de Cassação.
A defesa havia solicitado o depoimento do perito Eduardo Tagliaferro, que não foi ouvido. A ideia era reforçar a tese de perseguição política envolvendo o ministro do STF Alexandre de Moraes. Magistrados podem ouvir o ex-assessor posteriormente, se necessário.
A sessão foi marcada por uma troca dura entre Pieremilio Sammarco, responsável pelas questões de extradição, e o procurador Amelio. Sammarco afirmou que Moraes reconheceu que a cidadania italiana de Zambelli é apenas formal.
Contexto sobre cidadania italiana
Zambelli tem ascendência italiana e obteve a cidadania por jus sanguinis. O tema envolve debates no país sobre restrições ao direito à dupla cidadania. A discussão influencia, entre outros pontos, a avaliação da extradição.
Implicações do caso e próximos passos
O caso envolve ainda a participação de um hacker ligado à ação que resultou na condenação de Zambelli a 10 anos de prisão. A acusação alega que ela pagou para invadir sistemas do CNJ, levando a um mandado de prisão contra Moraes. A decisão final cabe aos jurados italianos nos próximos dias.
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