Elbridge Colby, chefe de policy do Pentágono, pediu aos ministros da defesa da Otan na Bruxelas que a Europa eleve suas capacidades de combate e assuma a liderança na defesa do continente contra a ameaça russa. A fala ocorreu no início de uma reunião de ministros em Bruxelas, divulgada pelo Pentágono logo após o evento.
Segundo o subsecretário, os Estados Unidos reduzirão forças convencionais na Europa, mas mantêm o compromisso com a aliança. Ele afirmou que a Europa deve ir além de intenções e investimentos e começar a entregar capacidades efetivas de defesa.
Colby enfatizou que a prioridade deve ser a capacidade de combate, com escolhas difíceis sobre estrutura de forças, prontidão, estoques e capacidade industrial, alinhadas à realidade de conflitos modernos e não à política pacifista.
Contexto e mudanças de tema
O posicionamento ocorre após a Otan combinar, no ano anterior, aumentar o gasto com defesa para 3,5% do PIB até 2035, buscando níveis parecidos aos dos EUA. Ainda não está claro como isso será implementado na prática.
Colby informou que, apesar da redução de forças, os EUA manterão um deterente nuclear ampliado e que o apoio aos aliados continuará dentro da aliança. O objetivo é uma presença mais focalizada na região europeia.
Papel da OTAN e reações
O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, destacou que debates são normais entre democracias e que a aliança permanece firme. A posição de Colby foi recebida como sinal de que a cooperação dentro da Otan continua essencial.
Principal interlocutor europeu destacou que a aliança precisa seguir unida. O embaixador holandês na Otan ressaltou que a cooperação entre membros continua garantindo a defesa coletiva prevista no artigo 5.
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