O Departamento de Justiça dos EUA pediu ao juiz a rejeição das acusações contra dois homens presos após um tiroteio envolvendo agentes da Immigration and Customs Enforcement (ICE) em Minneapolis, em janeiro. A solicitação ocorreu após a divulgação de novos elementos relevantes no caso.
O promotor federal responsável por Minnesota, Daniel Rosen, pediu a rejeição com prejuízo, o que impede a reabertura das acusações. A documentação aponta que novas evidências contradizem as alegações feitas anteriormente no processo.
O tiroteio que feriu Julio Cesar Sosa-Celis, imigrante venezuelano, ocorreu durante a ofensiva de enforcement promovida pela administração de Donald Trump. Segundo o DHS, na ocasião, os agentes realizavam uma abordagem de trânsito direcionada: Sosa-Celis acelerou, houve capotamento do veículo e ele fugiu a pé.
Conforme o inquérito do FBI tornado público, os agentes teriam perseguido o veículo com matrícula de outra pessoa suspeita de violação de imigração, levando-os a perseguir a pessoa errada. O relatório descreve que o motorista real, também venezuelano, caiu em uma construção e fugiu, enquanto Sosa-Celis estaria presente.
Durante o confronto, um oficial da ICE tentou deter o motorista; ele e Sosa-Celis teriam golpeado o agente com uma vassoura e, em outra etapa, um terceiro homem usou uma pá para atacar. O tiroteio teria ocorrido após o policial recuar diante das agressões, segundo os documentos.
O caso ocorre em meio a críticas nacionais às ações de enforcement de imigração da administração e aos protestos que se intensificaram após ocorrências de janeiro em Minnesota. A defesa de parte envolvida não teve declarações públicas imediatas.
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