A Conferência de Segurança de Munique desponta como palco para medir o real impacto da relação transatlântica. Em Munique, especialistas divulgam que a confiança em Washington caiu, e a percepção de que EUA representam uma ameaça cresce no mundo.
O evento reúne líderes de 60 países, incluindo autoridades americanas, europeias e asiáticas. A edição deste ano analisa o que motivou a reconfiguração das alianças e quais impactos isso pode ter no equilíbrio global.
Entidades envolvidas e presença de delegações
A delegação dos EUA é liderada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, com uma bancada de senadores e membros da Câmara. A presença não representa apenas o governo Trump, incluindo figuras como Alexandria Ocasio-Cortez e Gavin Newsom.
Do lado europeu, participam chanceler alemã, Friedrich Merz; o presidente francês, Emmanuel Macron; e primeiros ministros de Reino Unido, Espanha e Polônia — Keir Starmer, Pedro Sánchez e Donald Tusk. Zelenski deverá discursar entre o meio e o fim da reunião.
Contexto e objetivos do encontro
Segundo Benedikt Franke, diretor executivo da Conferência, o objetivo é avaliar o risco ao sistema internacional e à aliança Atlântica. O evento funciona como palco de discursos e reuniões privadas, com foco em possíveis mudanças na cooperação europeia com os EUA.
A entrevista destaca que a crise transatlântica não se resume a discursos, mas a decisões sobre apoio militar, energia e tecnologia. As discussões ocorrem em meio ao debate sobre a estratégia de financiamento e a dependência tecnológica europeia.
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