Viktor Orban ampliou a aposta em uma campanha de “guerra ou paz” diante das eleições de 12 de abril na Hungria. O premiê e líder do Fidesz afirma que seus adversários arrastariam o país para o conflito na Ucrânia, reforçando sua leitura de segurança e estabilidade como necessidade dos eleitores.
Orban comunicou a estratégia em mensagens nas redes sociais, além de exposição constante na televisão controlada pelo governo. O objetivo é apresentar a escolha entre manter a paz internalizada e enfrentar riscos externos, na percepção do governo.
Nas ruas de Gyongyos, município estratégico a cerca de 230 km da fronteira com a Ucrânia, o tom de campanha mistura cobrança de estabilidade com críticas à condução de Bruxelas sobre a crise.
O Fidesz veicula cartazes com uma oposição retratada como obediente diante de uma demanda europeia por recursos para a Ucrânia, enquanto a narrativa anti Ucrânia é reforçada em emissoras estatais, segundo observadores.
A oposição liderada pela Tisza, segundo as pesquisas, tem vantagem entre indecisos, mas ainda enfrenta vantagem aparente de apoio ao governo entre votantes já decididos. O tema da integração europeia de Kyiv é apresentado com cautela pela Tisza.
Analistas ressaltam que a economia estagnada da Hungria, com inflação em recuo após altas dos anos anteriores, é um pano de fundo para a estratégia de Orban. A gestão econômica é citada como garantia de estabilidade por parte de apoiadores.
No debate público, Orban compara a participação na guerra à integração de Kyiv à UE, repetindo acusações de interferência de Kyiv e Bruxelas nas eleições. Kyiv e a UE negam influência indevida e afirmam apoiar a paz.
Estudos de opinião indicam transferência de apoio entre frentes, com parte do eleitorado buscando propostas concretas sobre salários, custo de vida e serviços públicos, em meio a um cenário de desinformação e mensagens fortes de segurança.
A campanha segue com Orban enfatizando que o país deve decidir seu próprio destino em abril, mantendo o foco no que ele classifica como a escolha entre guerra e paz, sem abrir mão da narrativa de estabilidade.
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