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Prefeito de Istambul, preso, desafia Erdogan a convocar eleições antecipadas

Imamoglu cobra eleições antecipadas e afirma que Erdogan perderia se concorrer, enquanto o governo intensifica pressão sobre a oposição.

Istanbul Mayor Imamoglu gives testimony to judicial authorities in Istanbul
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Ekrem İmamoğlu, prefeito de Istambul e atual líder da oposição, está preso há quase um ano. Em resposta à Reuters, ele pediu que Erdogan convoque eleições já e afirmou que o presidente perderia se concorresse novamente. O depoimento foi feito por meio de sua equipe jurídica, no cárcere de Silivri, próximo a Istambul.

Imamoglu, de 55 anos, tornou-se a principal voz oposicionista desde as vitórias do CHP em Istambul. Mesmo encarcerado em março de 2025, ele sustenta que, se presidente, o CHP restauraria o Estado de Direito, retomaria negociações da UE e promoveria um modelo econômico social-democrata.

A data da eleição presidencial não está marcada para 2028, mas, para ocorrer antes, Erdogan precisaria de apoio de três quintos dos legisladores para abrir eleições antecipadas. Analistas costumam prever que o uso do poder tende a ser para adiar o pleito.

Contexto político e judicial

O CHP tem mantido Imamoglu na pauta pública com comícios semanais em Istambul. Pesquisas indicam disputa acirrada entre CHP e AKP, o partido de Erdogan, que governa há mais de duas décadas.

Imamoglu diz manter uma agenda de trabalho intenso, dedicando-se a questões legais e suas atividades municipais, mesmo diante do processo judicial que o envolve em múltiplos casos de corrupção. O caso tende a se intensificar com o início do julgamento em março.

O Ministério Público, representado pelo procurador Akin Gurlek, pediu pena de mais de 2 mil anos ao prefeito por suposta organização criminosa ligada à prefeitura. Gurlek foi nomeado ministro da Justiça recentemente, tema que gerou críticas no CHP.

A defesa de Imamoglu afirma que as acusações são parte de pressão política para tirá-lo da disputa. O governo nega qualquer influência sobre o Judiciário, afirmando que as investigações são independentes.

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